domingo, 5 de novembro de 2017

Refletindo…


Refletindo…

Um dos grandes desafios que se coloca hoje à escola está relacionado com a capacidade que esta tem de ter se reinventar, de responder a uma sociedade de características diferentes, a um tipo de aluno que evoluiu e tem agora necessidades diferentes, com currículos que traduzam efetivamente essa mudança de contexto e que disponibilizem aos jovens meios para que eles se apropriem de um conjunto de novas competências que lhes permitam enfrentar os problemas do mundo em que vivem. O fosso entre o que se aprende na escola e as exigências do mundo real tem que ser reduzido.

Neste contexto faz todo o sentido falar na “educação ou a utopia necessária, título presente no prefácio do Relatório para a UNESCO. Ele remete, do meu ponto de vista, para esta urgência de encontrar novas respostas no domínio da educação. Esta busca e o debate intenso à sua volta têm contribuído para a apresentação de novas propostas, todas elas orientadas para  o papel que a educação deve continuar a ter ( e que tem sempre um certo de lado de utopia), de através dela se poder construir um mundo mais justo, mais equilibrado, mais respeitador das diferenças e sobretudo onde valores como a paz e a justiça social continuem a ser uma "utopia necessária" numa educação que continua a ser sentida em muitos locais do mundo como "um tesouro a descobrir"

O que deve a escola do século XXI ensinar, é uma questão central, à qual o documento acima referido procura dar resposta. Neste contexto, transcrevo uma parte que considero particularmente interessante:

" A educação deve transmitir, de facto, de forma maciça e eficaz, cada vez mais saberes e saber-fazer evolutivos, adaptados à avaliação cognitiva, pois são as bases das competências do futuro. Simultaneamente, compete-lhe encontrar e assinalar as referencias que impeçam as pessoas de ficar submergidas nas ondas de informações, mais ou menos efémeras, que invadem os espaços públicos e privados e as levem a orientar-se para projetos de desenvolvimento, individuais e coletivos. À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele".

Acrescenta ainda o mesmo documento que "Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os valores de conhecimento: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser. (UNESCO pág.89, sublinhado meu)  




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