Refletindo com as palavras dos colegas...
O
desafio colocado pelo professor era refletir sobre as principais tendências evolutivas das sociedades
contemporâneas. Que educação para o século XXI?
As
leituras feitas, resultado de pesquisas individuais e de outras de referência
apresentadas pelo professor permitiram várias intervenções. Da leitura destas é possível destacar um
conjunto de ideias que vou procurar reunir neste texto que se assume como
síntese das várias propostas de análise.O mundo em que vivemos está em transformação, colocando novos desafios. Este mundo em mudança, coloca novos desafios à escola, a qual tem que se reinventar para conseguir adaptar-se à nova realidade. Estamos perante a necessidade de construir um novo paradigma educacional.
Este
é o grande desafio que se coloca à escola de hoje.
Daí
o debate intenso que se tem gerado e como consequência do qual se tem apresentado
novas propostas, orientadas para o papel que a educação deve ter para que,
através dela se possa construir um mundo mais justo, mais equilibrado, mais
respeitador das diferenças e sobretudo onde valores como a paz e a justiça
social continuem a ser uma “utopia necessária” numa educação que, em muitos
locais do mundo, continua a ser como “um tesouro a descobrir”.
Estas
ideias estão de forma muito interessante plasmadas no relatório da UNESCO, que
fomos desafiados a ler. É
neste mesmo documento que podemos ler uma frase que destaquei numa das
reflexões que fiz, por considerar que ela resume a relação que deve existir
entre a educação e o mundo tecnológico em que vivemos: “à educação cabe
fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado
e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”.
Neste
contexto, o documento atrás referido, apresenta as aprendizagens fundamentais em torno das quais a educação se deve organizar, nomeadamente, a aprender a conhecer, a aprender a fazer, aprender a viver juntos, a aprender a ser. A grande questão, que é ao mesmo tempo o grande desafio, é o de saber como podem os sistemas educativos preparar pessoas "para a inovação inerente ao progresso tecnológico, com capacidade de evolução e de adaptação a um ambiente em constante mudança, assim como reagir proactivamente para antecipar e manter iniciativa sobre essas transformações?
As várias intervenções dos colegas permitiram salientar um conjunto de ideias em torno da temática em análise:
"Desenvolver competências no âmbito das novas tecnologias" (Conceição);
"Organizar o currículo de forma a favorecer a formação de cidadãos críticos, capazes de pensar e agir de forma ética." (Ana Lima);
"Os atuais sistemas educativos, pela imposição de modelo único não têm em conta a diversidade individual, nem o contexto e não contemplam o desenvolvimento de competências essenciais para o século XXI. São necessários sistemas educativos mais flexíveis, que reveem capacidade de mudança e contemplar áreas mais abrangentes como a formação integral e global do aluno." (Conceição),
"A escola deve ser um espaço de experimentações, aberta à inovação e a educação como sinónimo de movimento que fomenta experiencias centradas na acção, vivencias e encontros (Conceição).
"O
sistema educativo deve estar preparado para alterar o papel dos alunos e dos
professores, desenvolver completa formas colaborativas, alargar os
relacionamentos, criar redes de comunicação, ser transversal e plural." (Cláudia).
"O
professor deve assumir novos papéis, passando a ser um tutor, um mentor, alguém
com a liberdade e criatividade necessárias para se adaptar aos novos desafios
emergentes." (Cláudia).
"Incentivar
o uso de tecnologias para melhorar a formação dos alunos vinculando o currículo
com propostas inovadoras que envolvam o uso de tecnologias com a parte
integrante do processo educativa e com a ferramenta fundamental na aprendizagem
dos alunos." (Clara Mendes).
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