quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

SÍNTESE CRÍTICA PESSOAL



O percurso chegou ao fim. Para trás ficaram muitas horas de trabalho, de pesquisa, de reflexão. Nem sempre foi fácil, nem sempre foi tranquilo.
A expetativa inicial era a de que ao longo do percurso fossem feitas descobertas, acrescentando conhecimento. Como em qualquer trajeto com estas caraterísticas, era expetável que surgissem dificuldades e desafios.
Os primeiros momentos foram marcados pelo conhecimento entre todos. Constatação imediata: grupo heterogéneo nas origens, nas caraterísticas, nos percursos profissionais, mas unidos nos objetivos e nos propósitos.
Outro momento importante teve a ver com o conhecimento das regras, do contrato de aprendizagem, uma espécie de bússola para a viagem, na medida em que ele define os objetivos, as competências, os conteúdos, a metodologia e os recursos.
Após estes momentos, iniciaram-me os desafios. Para cada um foi preciso ler, refletir, construir conhecimento e partilhá-lo nos fóruns. As primeiras dificuldades surgiram neste contexto, dado que era a primeira vez que participava numa experiência de aprendizagem online. Houve partilha, estabeleceram-se pontos convergentes.
Fomos sendo convocados para a abordagem e reflexão sobre várias temáticas: as caraterísticas de um mundo em mudança e as novas competências para o seculo XXI; as implicações dessas mudanças nos sistemas educativos; o impacto das tecnologias digitais nestes sistemas e a reflexão sobre as novas convergências, configurações e conexões que se foram estabelecendo e que contribuíram para, numa Europa do conhecimento, estabelecer estratégias que têm conduzido à modernização dos sistemas educativos; o espaço ocupado pela educação online, o relevo cada vez maior dado à aprendizagem ao longo da vida, o aparecimento de comunidades de aprendizagem, são aspetos visíveis dessa modernização. Por fim, fomos convocados a conhecer o conceito de regulação e os modelos de avaliação dos sistemas educativos.
Em paralelo a todos estes desafios, ia ocorrendo a construção do blog pessoal, outro desafio.
Foi uma experiência enriquecedora, desafiante e, por vezes, mesmo extenuante. A necessidade de realizar uma multiplicidade de tarefas, num tempo estabelecido, provocou momentos de intenso trabalho. Houve momentos de algum desanimo, de alguma frustração, mas sempre de grande aprendizagem.
O sistema de ensino com estas características exige muita disciplina e organização, o que nem sempre é fácil de compatibilizar com as exigências profissionais e familiares. As leituras, a reflexão que exigem e a necessidade de participar nos fóruns de forma consistente, critica e fundamentada constituiu um outro grande desafio.
O feedback do professor, qual bussola orientadora, foi incentivando, orientando, indicando outros caminhos…
Ultrapassados os obstáculos, vencidos os desafios, o percurso chegou ao fim. Neste momento, domina um misto de alívio e de cansaço, mas também a certeza de ter vivenciado uma experiencia enriquecedora que abriu janelas de conhecimento muito significativas em termos pessoais e profissionais.

O percurso chegou ao fim. Para trás ficaram muitas horas de trabalho, de pesquisa, de reflexão. Nem sempre foi fácil, nem sempre foi tranquilo.

A expetativa inicial era a de que ao longo do percurso fossem feitas descobertas, acrescentando conhecimento. Como em qualquer trajeto com estas caraterísticas, era expetável que surgissem dificuldades e desafios.

Os primeiros momentos foram marcados pelo conhecimento entre todos. Constatação imediata: grupo heterogéneo nas origens, nas caraterísticas, nos percursos profissionais, mas unidos nos objetivos e nos propósitos.

Outro momento importante teve a ver com o conhecimento das regras, do contrato de aprendizagem, uma espécie de bússola para a viagem, na medida em que ele define os objetivos, as competências, os conteúdos, a metodologia e os recursos.

Após estes momentos, iniciaram-me os desafios. Para cada um foi preciso ler, refletir, construir conhecimento e partilhá-lo nos fóruns. As primeiras dificuldades surgiram neste contexto, dado que era a primeira vez que participava numa experiência de aprendizagem online. Houve partilha, estabeleceram-se pontos convergentes.

Fomos sendo convocados para a abordagem e reflexão sobre várias temáticas: as caraterísticas de um mundo em mudança e as novas competências para o seculo XXI; as implicações dessas mudanças nos sistemas educativos; o impacto das tecnologias digitais nestes sistemas e a reflexão sobre as novas convergências, configurações e conexões que se foram estabelecendo e que contribuíram para, numa Europa do conhecimento, estabelecer estratégias que têm conduzido à modernização dos sistemas educativos; o espaço ocupado pela educação online, o relevo cada vez maior dado à aprendizagem ao longo da vida, o aparecimento de comunidades de aprendizagem, são aspetos visíveis dessa modernização. Por fim, fomos convocados a conhecer o conceito de regulação e os modelos de avaliação dos sistemas educativos.

Em paralelo a todos estes desafios, ia ocorrendo a construção do blog pessoal, outro desafio.

Foi uma experiência enriquecedora, desafiante e, por vezes, mesmo extenuante. A necessidade de realizar uma multiplicidade de tarefas, num tempo estabelecido, provocou momentos de intenso trabalho. Houve momentos de algum desanimo, de alguma frustração, mas sempre de grande aprendizagem.

O sistema de ensino com estas características exige muita disciplina e organização, o que nem sempre é fácil de compatibilizar com as exigências profissionais e familiares. As leituras, a reflexão que exigem e a necessidade de participar nos fóruns de forma consistente, critica e fundamentada constituiu um outro grande desafio.

O feedback do professor, qual bussola orientadora, foi incentivando, orientando, indicando outros caminhos…

Ultrapassados os obstáculos, vencidos os desafios, o percurso chegou ao fim. Neste momento, domina um misto de alívio e de cansaço, mas também a certeza de ter vivenciado uma experiencia enriquecedora que abriu janelas de conhecimento muito significativas em termos pessoais e profissionais.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Uma excelente sintese sobre os novos saberes que são exigidos num mundo em permanente mudança.

A geração 2.0 e os novos saberes

The 'cheating watch scandal' - time for a change in our exams system_ Muito, muito interessante...e ao mesmo tempo caricato! Não resisti a partilhar

http://www.steve-wheeler.co.uk/2016/03/the-cheating-watch-scandal-are-we.html

Um artigo muito interessante ...partilho algumas das partes que considerei mais significativas


DOCENTES-ALUMNOS, ¿las tecnologías los unen o los separan?

                        Juan Domingo Farnós Miró (2018)


Resumem:



" De cómo los docentes y los discentes pasan de los roles que la vieja sociedad les adjudicó a una transformación de sus papeles no solo en la educación sino también en la propia sociedad, teniendo como soporte o como hándicap las tecnologías que van surgiendo en cada momento a una velocidad exponencial y de forma rizomática.

Estudiamos si estas tecnologías son una ventaja para todo ello o por el contra nos lleva a una confusión que nos permite avanzar".

“Los docentes del siglo XXI, han de comprender que ya nunca más serán las” estrellas”, de la educación, que nunca más serán mejor que nadie…los docentes de la sociedad del conocimiento son aquellos que nunca saldrán “en la foto”, pero sí que acompañarán a los alumnos en su aprendizaje, ya nunca serán “el pozo del conocimiento”, sino personas con las competencias necesarias de ayudar a los aprendices en su aprender a aprender…. (los aprendices, ellos son los protagonistas y los responsables de su vida) …."

«La educación vive un momento disruptivo, de cambio de época, con nuevos roles y modos de aprendizaje, donde el ‘aprendizaje abierto, ¡inclusivo y ubicuo!  convierte a los alumnos en protagonistas del proceso», dice el investigador y profesor Juan Domingo Farnós, un convencido de la web 2.0.
Los docentes actuales, los que seguimos el imperio de los sistemas educativos oficiales, no tenemos otra opción para ayudar a los aprendices…integrar conocimientos tecnológicos y la competencia de software en todas las unidades y en todas las acciones que se realicen…pensemos que cuando salgan de las aulas se encontraran con esta realidad.”

“Debemos entrenarlos a crear, a saber, evaluar las fuentes más importantes (computación ubicua y I-ubicuidad), a analizar los datos en diferentes contextos…este es el verdadero aprendizaje y siendo “muy importantes los reyes godos”, no creen que lo más necesario ahora es eso, es lo que toca., y si no sabemos o no somos capaces…dejar a otros que lo hagan y apartarnos de estas responsabilidades. Nuestro título universitario no es “el santo y seña” para esto…
Se debe motivar los estudiantes a ayudarse unos a otros, y que también debe hacerse que haya un montón de docentes en el mundo conectado, hay algunos en la clase, algunos en su escuela, e incluso algunos que son contratados para enseñar que pueden entrar en el proceso…”

¿Estamos enseñando a los estudiantes a buscar ayuda por todas partes a resolver sus próximos problemas? si lo hacemos, nuestra labor es la adecuada, sino, debemos hacer examen de conciencia y lo más importante, buscar ayudad en otros que sepan hacer lo…
Autonomía del estudiante: toma de decisiones en la elección de itinerarios, recursos para la autoevaluación y el autoaprendizaje…"

"La conclusión es clara:
a-No podemos seguir enseñando las mismas cosas y de la misma manera. La educación y la formación son aburridas, demasiado serias y dejan escaso margen al entretenimiento.
b-Los profesores deben jugar un papel diferente, y que será más importante que el que han desempeñado hasta ahora porque la información y conocimiento que antes transmitían, hoy ya están disponibles en múltiples formatos. En lugar de estar encerrados en un aula, participarán en el diseño de cursos y simulaciones, en la construcción de plataformas, de herramientas de autor, en la tutorización, seguimiento y evaluación de alumnos, en la selección de contenidos, en el diseño de itinerarios formativos y curriculums, en la gestión de conocimiento, en los equipos de desarrollo de productos.”

domingo, 25 de fevereiro de 2018

A Importância da Tecnologia na Educação

Entre Maestros - La película - Una experiencia educativa sin precedentes

Muito interessante...para pensar! El sistema educativo es anacrónico

Muito interessante... Refletir é preciso! Paradigma del Sistema Educativo

Em jeito de reflexão...


O texto "Novos contextos de Aprendizagem e Educação Online", tem como principal objetivo, segundo os próprios autores, refletir sobre o papel das técnicas de informação e comunicação no ensino e na aprendizagem. Dão um especial destaque às possibilidades tecnológicas suportadas pela web, em contextos presenciais ou virtuais, destacando a importância que a educação online tem assumido nos últimos anos e as mudanças que ela implica, quer ao nível das comunidades virtuais, quer do papel do professor.

Nesta ordem de ideias, os autores do artigo em causa, começam por salientar que o mundo atual se encontra num processo de profundas transformações, entre as quais o desenvolvimento tecnológico tem assumido um destaque que não pode ser ignorado. Prova disso é o facto de o nível de desenvolvimento das sociedades ter deixado de ser "medido" de acordo com as suas riquezas naturais ou capacidades de produção, para estar focado no domínio das tecnologias de informação e comunicação e o nível de conhecimento que as sociedades possuem.

A partir desta constatação os autores procuram refletir sobre o impacto que estas tecnologias tiveram no campo da educação.

A este propósito, salientam que na sua perspetiva elas trouxeram para o debate a necessidade de equacionar o que aprender e como o fazer, assim como redefinir o papel da Escola. Esta, apesar das dificuldades manifestadas em integrar a mudança, está perante um processo de mudança inevitável o que reforça a necessidade de desenvolver uma nova cultura de aprendizagem. De acordo com estes autores, não é o uso das tecnologias por si só que poderá trazer uma melhoria das aprendizagens dos alunos, o que seria assumir um determinismo tecnológico. Pelo contrário, importa reconhecer que o uso da tecnologia, mesmo que esta seja muito sofisticada, não tem inerente uma pedagogia. O que importa então, não é saber se as tecnologias favorecem a aprendizagem, mas sim perceber de que modo elas podem contribuir para uma Escola que não sirva apenas para transmitir conhecimentos descontextualizados e fragmentados, mas sim que se assuma enquanto organização que aprende e não apenas que ensina.

Neste contexto, os novos espaços pedagógicos constituídos pela Educação online e pelo e-learning, assumem grande importância. Eles mostram que ensinar e aprender hoje, é algo que não se circunscreve a um espaço e a um tempo determinados. Assim sendo, assiste-se atualmente a uma grande vitalidade no contexto do ensino online, procurando aproveitar o saber construído noutros contextos de ensino-aprendizagem e integrar, de forma adequada e produtiva, as ferramentas e possibilidades que as novas tecnologias em rede proporcionam para o desenvolvimento e consecução da aprendizagem. 

É necessário e importante reconduzir a tecnologia ao lugar que deve ocupar, enquanto meio e não enquanto princípio definidor da aprendizagem.


(Reflexão baseada no artigo de Lúcia Amante, António Quintas-Mendes, Lina Morgado & Alda Pereira, in revista portuguesa de pedagogia ano 42-3, 2008, 99-11)



terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sobre Sistemas Educativos e os seus Principios Orientadores


(A PARTIR DO ARTIGO:” Sistemas Educativos: princípios orientadores”, de Ivone Gaspar)
Sobre o conceito de Sistema

Diz-se com frequência que a sociedade espelha o sistema educativo que tem ou que este é um dos principais responsáveis pelo tipo de sociedade que existe. Este raciocínio justifica uma atenção mais aprofundada sobre o conceito de sistema educativo.
Importa, em primeiro lugar, dar alguma atenção ao conceito de sistema. Neste contexto, pode-se encontrar no artigo em análise algumas definições, entre as quais se destaca a de Gaspar (1996) para quem sistema é” um conjunto organizado e coerente de áreas que o compõem, de práticas, de métodos e de estruturas, de acordo com uma concepção ou uma determinada doutrina, com vista a fins elaborados em função das necessidades de indivíduos ou de coletividade”. (p.122)
Das várias definições de sistema podem destacar-se algumas ideias centrais, como articulação, harmonia, inter-relação, entre outros.
Inseridos numa sociedade, os sistemas são influenciados por ela. É da interação entre os vários sistemas que resulta o modelo da sociedade.
Neste contexto, é dada uma atenção particular aos sistemas educativos. Relativamente a este, a autora do artigo clarifica que assume o conceito de educação defendida por Delors et al. (1999) para quem aquela é “um processo contínuo de desenvolvimento das pessoas como das sociedades” (p.11). Para os autores em causa, o processo baseia-se em quatro pilares: aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender a viver juntos.
 Segundo Louis D`Hainaut, o sistema educativo interage com os outros sistemas num amplo quadro tridimensional. É este enquadramento que explica os diferentes sistemas educativos. Os indicadores de determinado modelo de sistema educativo são o modo como os seus três níveis funcionais (política, administrativo e técnica – pedagógica) se articulam, a hierarquia e as determinantes das suas interações.

Princípios orientadores do Sistema Educativo
Um sistema educativo pode ser analisado à luz dos seus princípios orientadores e /ou dos seus fundamentos. A autora distingue estes dois conceitos, clarificando que “o fundamento se traduz em bases que suportam, enquanto o princípio é o enunciado que procura traçar linhas que determinam o caminho, por isso orientam” (p. 4). Assim sendo, os princípios orientadores são, ao contrário dos fundamentos, estáticos.
 Para D`Hainaut existem três grandes vectores que percorrem o sistema educativo e dos quais derivam os princípios orientadores: seletividade, homogeneidade e funcionalidade.
De cada um destes vectores decorrem princípios que tem graus de implementação diferentes e que acabam por definir as características dos sistemas educativos. Tipo escandinavo, tipo anglo-saxónico, tipo germânico e tipo latino-mediterrânico, são, na perspectiva de Vaniscotte (196) quatro tipos de sistemas educativos.
O tipo escandinavo, dá particular relevância ao vetor da selectividade enquanto o tipo anglo-saxónico, acentua o princípio da diferenciação. O tipo germânico, por seu turno, valoriza o vetor da funcionalidade e o tipo latino-mediterrânico o vetor da homogeneidade.
Em suma, o sistema educativo é um todo organizado de um conjunto de elementos que se congregam de modo a atingirem um determinado fim. A sua eficácia e eficiência dependem da coerência e da consistência do sistema educativo. O modelo do sistema educativo está relacionado com a predominância de um determinado vetor em detrimento dos outros. Este vetor dá preferência a determinados princípios orientadores e variáveis que caracterizam uma determinada tipologia de sistemas educativos.
Nos dias de hoje estamos confrontados com uma situação paradigmática, já que ao mesmo tempo que se sublinha e se exige qualidade ao nível da educação, considerando-a como um pilar da sociedade, assiste-se a uma descredibilização dos sistemas educativos. As reformas parcelares, a diminuição no nível de exigência, a pouca clarificação relativamente aos perfis de formação, o divórcio entre sistemas educativos e outros sistemas, como o económico, são algumas das causas que justificam a situação que se vive.
Existe um grande desfio que importa não ignorar: harmonizar a cidadania com a exigência da qualidade.
A educação ao longo da vida desenha-se como o ponto forte para a mudança.